segunda-feira, 16 de maio de 2016

5 obras do diretor nova-iorquino Woody Allen que todo fã de Literatura deve assistir


Ele pode não ser uma unanimidade, mas é considerado um dos grandes nomes vivos do Cinema. Com uma vastíssima obra, Woody Allen criou filmes de muitos gêneros (comédias, dramas, suspense e, pasmem, um musical).
Amigo de grandes autores (Saul Bellow, ganhador do Nobel, faz pontas em ao menos dois filmes do autor), Woody Allen sempre manteve um contato direto com grandes obras da literatura, sejam elas clássicas ou contemporâneas.
Separamos cinco filmes para quem ama literatura e cinema. Have fun!

Noivo neurótico, noiva nervosa


É um clássico óbvio por dois motivos: trata de temas óbvios que tocam a todos em determinados momentos da vida (amor, insegurança, relacionamento) e trabalha com todos estes numa perspectiva de tempo. O relacionamento de Max Singer (Woody Allen) e Annie Hall (Diane Keaton) passa pelos problemas comuns a todos do seu começo até (spoiler) o final. As referências a Freud e técnicas do modernismo são abundantes (a famosa cena na qual o casal divide a tela em suas respectivas terapias é um exemplo).

Meia-Noite em Paris


Um dos últimos filmes do diretor – e o que mais lhe rendeu financeiramente -, Meia-noite em Paris traz a vida boêmia de Paris, seus artistas, ilusões e desejos. Gil (Owen Wilson), um escritor com problemas para trabalhar, está na cidade luz com a futura esposa e os sogros. Insatisfeito, ele acaba se encontrando numa brecha temporal e tem contato com pessoas como Gertrude Stein, Ernest Hemingway, entre outros. Com um grande questionamento acerca da eterna insatisfação humana (estamos sempre descontentes com o presente e idealizamos o passado), é um clássico moderno.

Match Point


Parcialmente baseado em Crime e Castigo, Match Point trata da vida de Chris Wilton (Jonathan Rhys Meyers) se envolve com Chloe, uma filha de uma rica família inglesa. Enquanto esse relacionamento se desenrola, Chris se envolve com Nola (Scarlett Johansson), uma americana impulsiva. Chris se casa com Chloe e ascende socialmente e seu caso com Nola se desenvolve. Quando a americana põe entraves ao seu sucesso, ele decide matá-la.
As reflexões e tensões do personagem principal são as mesmas do personagem de Dostoiévski (inclusive com várias referências, diretas e indiretas, durante todo o filme). Um grande suspense filosófico capaz de agradar a todos os públicos.

A morte de Boris Gruschenko


Boris (Woody Allen) é um cidadão russo dos romances do século de ouro. Sendo acometido  de questões filosóficas profundas e em meio ao contexto das guerras napoleônicas, Boris se apaixona por Sonja (Diane Keaton), é rejeitado e se torna acidentalmente um herói de guerra. Com bom humor e um sem fim de referências aos clássicos russos, A morte de Boris Gruschenko (originalmente Love and Death) homenageia a literatura russa tão amada por Woody Allen e nós.

A rosa púrpura do Cairo


Cecilia (Mia Farrow) vive em meio a depressão pós crash de 1929. Ela tem um marido que se aproveita dela, um emprego ruim e sua única diversão é assistir várias e várias vezes o filme A rosa púrpura do Cairo. Um dia, no meio da sessão, Tom Baxter (Jeff Daniels), protagonista do filme, sai da tela e foge com Cecilia. Eles se envolvem e deixam todo mundo em alvoroço, inclusive Gil Sheperd (Jeff Daniels), o ator que interpreta Baxter no filme. Entre o realismo mágico e uma grande história de amor, Woody Allen cria um filme cheio de momentos engraçados e tocantes.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Container Cultura, Compre e venda livros pela internet





          Somos uma empresa que visa utilizar a sustentabilidade e o reaproveitamento dos livros para facilitar o acesso a Cultura e a Informação. Nós compramos seus livros usados, avaliamos na hora pelo site, liberamos um código de postagem nos Correios, e você nos envia sem custo.
          Uma grande quantidade de livros a venda no site chega pela mão de nossos clientes, estes livros são conferidos, higienizados, embalados e organizados para o próximo cliente interessado.
          Somos um híbrido entre livraria de novos e usados, trabalhamos com o material mais selecionado possível, e nos melhores preços que podemos disponibilizar.
Ao vender um livro para a Container Cultura, você está diminuindo o custo do seu próximo livro(que pode sair de graça), e também está incentivando o próximo leitor, que não gastará tanto por sua próxima leitura! Quer comprar um livro? Dê uma olhadinha antes no site da Container!
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10 livros capazes de ’reiniciar’ seu cérebro

Os livros que apresentamos neste post conseguem manter o leitor tenso não apenas até o último momento, mas também após a leitura. Isso porque tratam de decisões difíceis que precisam ser tomadas pelos protagonistas, que se veem obrigados a lutar contra a realidade. São histórias que fazem com que você veja o mundo com outros olhos.



George Orwell — 1984
Publicado pela primeira vez em 1949, se transformou em um clássico do gênero distópico. No livro, aparece pela primeira vez a ideia de existência do ’Grande Irmão’ e do regime totalitário, que continua atual até hoje.








Ray Bradbury — Fahrenheit 451
O romance descreve uma sociedade baseada no pensamento consumista. Todos os livros que fazem refletir sobre a vida são queimados. O autor retratou as pessoas que perderam a conexão com o próximo, com a natureza e com o legado intelectual da humanidade.








Franz Kafka — O processo
Kafka escreveu o romance O processo em 1914, mas o livro só foi publicado em 1925, depois da morte do autor. É uma história única sobre um funcionário de banco chamado Josef K., preso por um motivo incompreensível. O personagem tenta fazer todo o possível para entender do que é acusado, mas suas tentativas são em vão.







John Kennedy Toole — Uma confraria de tolos
Ignatius Reilly é um intelectual, ideólogo, preguiçoso, alvo de piadas, glutão, que despreza o mundo moderno por falta da devida teologia e geometria. Ele trava uma guerra inútil contra todos. Em toda a literatura satírica mundial, não existe similar a este personagem.








Aldous Huxley — Admirável mundo novo
Esta fantástica obra-prima mostra uma sociedade perfeita criada por ’mentes prodigiosas’. A maioria das pessoas se conforma com o mundo baseado em engenharia genética, lavagem cerebral e uma rígida divisão por castas. Mas sempre há alguém que deseja ser livre.








William Golding — O Senhor das Moscas
O romance alegórico de Golding se transformou em best-seller e chegou a ser leitura obrigatória em algumas escolas. É uma história sobre um grupo de garotos, todos amigos, que são presos numa ilha deserta. Conforme os problemas vão surgindo, os traços cruéis da natureza humana começam a aparecer.







Joseph Heller — Ardil 22
História clássica sobre a perda da fé e do senso comum conforme aumenta o poder burocrático. O capitão Yossarian presta seu serviço militar na Itália como bombardeiro durante a Segunda Guerra Mundial. O principal inimigo não são os nazistas, mas o seu próprio exército. O bombardeiro se vê preso devido ao Ardil 22, que não lhe permite deixar o serviço.






Mitch Albom — A Última Grande Lição
A Última Grande Lição é uma história comovente sobre Mitch Alborn e seu mentor, Morrie Schwartz. Muitos se separam de seus mentores e seus ensinamentos vão sendo, aos poucos, apagados da memória. Mas Mitch tem uma segunda chance de se reencontrar com seu professor de sociologia, a quem restam apenas alguns meses de vida.







Daniel Keys — Flowers to Algernon
Uma história sobre como tratar as pessoas com capacidades limitadas e sobre como o passado pode influenciar o futuro. Charlie Gordon, um garoto com deficiência mental, participa de uma experiência que pode aumentar sua inteligência, mas que só foi testada em animais.
*O livro não tem edição em português.







Tim O´Brien — The Things They Carried
O autor usa metáforas para mostrar o estado emocional dos homens em meio à guerra. A obra foi baseada em suas próprias experiências e impressões que teve no Vietnã. Tim O´Brien questiona os limites entre a literatura artística e a científica.
*O livro não tem edição em português.







Fonte: Incrível

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Estudo da Universidade de Roma prova que ler deixa as pessoas mais felizes

          É senso comum dizer que ler faz bem, que proporciona aos leitores inúmeros benefícios intangíveis. No entanto, é difícil encontrarmos estudos que comprovem essas teses. Ou era difícil. Investigadores da Universidade de Roma 3, em Itália, realizaram um trabalho com cerca de 1.100 pessoas para encontrar a resposta para duas questões: 
  • Quem lê livros é mais feliz do que quem não lê?
  • A leitura melhora o nosso bem-estar? 
          A conclusão, apresentada no artigo "The Happiness of Reading", é bastante clara: os leitores são mais felizes e encaram a vida de forma mais positiva que os não leitores.



           A pesquisa é dividida em tópicos e o primeiro deles aponta que quem lê é mais feliz do que quem não lê. Para chegar a tal conclusão, utilizaram a escala proposta pelo sociólogo holandês Ruut Veenhoven, que mensura o grau de felicidade das pessoas entre 1 e 10.

          Os leitores tiveram uma pontuação 7,44, enquanto os não leitores, 7,21, diferença tida como significativa pelos pesquisadores.Como uma outra forma de mensurar a felicidade, também usaram a escala de Cantril – conhecida como a de Bem-estar Subjectivo -, na qual os leitores ficaram com 7,12 e os não leitores, 6,29, numa métrica igual a de Veenhoven.

          Já com a escala de Diener e Biswas, que vai de 6 a 30, os pesquisadores puderam analisar a diferença na maneira que leitores e não leitores vivenciam sensações positivas e negativas. Quem lê tem uma percepção maior de emoções como felicidade e contentamento (21,69 X 20,93), enquanto quem não lê sente mais sensações como tristeza e fúria (17,47 X 16,48).

          Por fim, os académicos também constataram que os leitores são pessoas mais satisfeitas com a forma como usam o seu tempo livre, que a leitura é o que há de mais importante nas horas de ócio e que, no entanto, ler é apenas a quarta actividade que mais realizam enquanto não estão a trabalhar, ficando atrás de praticar desportos, ouvir música e ir a eventos culturais como exposições, teatro ou cinema.Ou seja, ler torna-nos realmente humanos melhores.

Fonte: Diário Digital

Italiano cria biblioteca sobre rodas para crianças que não têm acesso à leitura

Quando se aposentou, o professor de literatura Antonio de Cava, não quis saber de ficar parado em casa descansando. Ao invés disso, ele decidiu transformar seu amor pelos livros em algo benéfico para centenas de crianças que vivem em aldeias de difícil acesso na Itália.
Assim em 2003 nasceu o “Bibliotemotocarro”, uma biblioteca móvel que possui cerca de 700 livros e que já rodou mais de 500 km em diversas regiões do país. Sem apoio de nenhum órgão do governo ou ONG, a viabilização do projeto é inteiramente de responsabilidade de Cava que possui como único objetivo oferecer opções de leitura às crianças.

Como se fosse um caminhão de sorvete, a biblioteca chega aos vilarejos causando grande alarde e entusiasmo com direito à música e muita correria das crianças que adoram a novidade.
“Eu sempre acreditei que as crianças devem ter a oportunidade de aprender coisas interessantes em todos os lugares, não apenas enquanto estão na escola”, afirma Cava.


Fonte: Catraquinha